PRÓXIMO ENCONTRO  (Sinóticos) escrito em terça 03 novembro 2009 11:12

Nosso próximo encontro será no dia 14 de Novembro (segundo sábado e não o primeiro como vinha ocorrendo).

Abordaremos o tema sobre os EVANGELHOS SINÓTICOS: 

Este assunto vem ocupando a atenção dos eruditos do N.T., durante o último século e meio. Resumidamente podemos expor a problemática sinótica conforme o faz, Russell N Champlin em seu artigo - "O Problema Sinóptico" - conforme abaixo transcrito:

1. Os evangelhos foram escritos "independentemente" uns dos outros, sem

qualquer fonte comum oral e escrita, sendo narrativas somente feitas de

memória?

           2. Se ouve fontes comuns escritas ou orais, de que natureza e quantas eram elas?

            3. Qual dos evangelhos sinópticos é primário? E esse evangelho foi usado diretamente como fonte de Informação pêlos demais evangelistas? Nesse caso, como explicar as diferenças, até mesmo no material em comum?

            4. Qual foi a fonte de material usado pêlos evangelhos não‑primários, naquilo em que estão de acordo entre si, nas passagens que não figuram em Marcos?

            5. Quando um evangelho não‑primário tem material peculiar a si mesmo, qual foi suafonte informativa?

 6.  Quais foram as fontes informativas do evangelho primário?

 Como podemos perceber nenhuma destas questões podem ser, com justiça. deixadas de lado ou suprimida. Todavia, inumeráveis propostas tem sido produzidas para esclarecer esta questão sinóptica. Cada uma delas é capaz de explicar alguns aspectos do problema, mas não é suficiente para esclarecer todos. Analisando estas propostas chegamos à conclusão de que uma solução definitiva háde ser complexa. A melhor solução é aproveitarmos o que cada uma das diversas hipótese tem de confiáve

Aqueles que desejam depreciar o valor inspirativo das Escrituras, como os liberais eracionalistas, dão grande relevância à questão sinótica, declarando inclusive que de uma resposta coerente depende a autoridade e credibilidade dos Evangelhos. Mas infelizmente eles procuram a solução partindo  preponderantemente de critérios filológicos e literários, alienadosdos testemunhos históricos e do sentido inspirativo que caracterizam a origem dos Evangelhos. É por este motivo que se multiplicam estudos e opiniões mais ou menos arbitrárias sobre a redação e a fidelidade dos Evangelhos.

Uma vez que os novos estudos tornaram obsoletas grandes partes das hipóteses elaboradas no século passado, nos limitaremos a expor, para maior entendimento desta questão, apenas os estudos aceitos pela maioria dos estudiosos como sendo os mais coerentes.

Rev. Ivan Pereira Guedes

OBS.: Veja uma exposição ampla sobre a questão Sinótica no endereço abaixo:

http://reflexaobiblica.spaceblog.com.br/r22219/Questao-Sinotica/

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ROTEIRO PARA TRABALHO DE SALMOS  escrito em sexta 11 setembro 2009 18:27

Blog de cencabi :CENTRO DE CAPACITAÇÃO BIBLICA, ROTEIRO PARA TRABALHO DE SALMOS

Roteiro para interpretação e pregação dos salmos.

 1.      Escolha um Salmo que você gostaria de estudar e ore para que Deus o abençoe.

2.      Leia o texto escolhido pelo menos cinco vezes. Leia em voz alta e pausadamente, permitindo que a Palavra fale ao seu coração.

3.      Procure sublinhar as palavras que se repetem e também os sinônimos ou antônimos (paralelismo).

4.      Qual é a situação em que se encontra o salmista: Desespero (crise), gratidão, louvor? O que provavelmente gerou esta situação? Por exemplo, se está em crise é por causa de seus inimigos, ou doenças, ou pecado? Há algum indicativo que ele está no templo, no monte, na batalha ou caminhando? A figura do rei está presente, bem como, termos ligados à monarquia? Em outras palavras qual é o tipo de Salmo? (Lamento, Hino, Ações de graça, sabedoria, real, confiança, confissão, etc.

5.      Em quantas partes você dividiria o salmo? Ele tem uma introdução que se repete no final e um corpo (ex. Sl. 8), ou está construído a partir da oposição / antítese (ex. Sl. 1) ou tem vários momentos/ divisões (ex. Sl. 2, que tem quatro divisões). 

6.      Qual é o rosto de Deus? Como o salmista apresenta Deus? Rei, juiz, escudo, socorro, guarda, pastor, refugio, etc.

7.      Qual é o tema do salmo, assunto? Você seria capaz de resumir com suas palavras o que o salmo diz?

8.      Qual é a aplicação que pode ser feita para hoje? Você é capaz de perceber que existem pessoas experimentando a mesma situação do salmista?

9.      Após suas conclusões, consulte os comentários (procure ler mais de um). Você pode usar também Bíblias de estudos.

10.  De posse destas informações, procure organizar seu material escrevendo suas idéias e conclusões para que não se perca na hora da apresentação. Quais são as informações importantes que ajudarão a esclarecer e elucidar o texto para quem vou pregar (expor)?

11.  Um sermão deve ter no mínimo uma introdução, um corpo (exposição, que pode ou não ter divisões) e uma conclusão. É importante pensar num tema para seu sermão que seja atrativo e fiel a mensagem que você quer transmitir.

Pr. Israel Sifoleli

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POR QUE PARABOLAS?  (Parábolas) escrito em quinta 10 setembro 2009 19:08

Blog de cencabi :CENTRO DE CAPACITAÇÃO BIBLICA, POR QUE PARABOLAS?

Quando Jesus, chegando ao fim do Seu segundo ano de pregação pública, derramou à beira do Mar da Galiléia aquela maravilhosa série de parábolas ilustrando a natureza do reino do céu, seus discípulos ficaram tão confusos com elas que lhe perguntaram em particular, "Por que lhes falas por parábolas?" (Mateus 13:10; Marcos 4:10).
As parábolas tinham certamente um lugar especial na última fase do ensinamento de Jesus, mas não eram unicamente dele. Elas aparecem freqüentemente no Velho Testamento (veja 2 Samuel 12:1-4), especialmente nos profetas (Isaías 5:1-2; Ezequiel 17:1-10), e foram um método familiar de ensinamento entre os rabis do próprio tempo de Jesus. O que, então, deve ter surpreendido os discípulos não foi seu desconhecimento de parábolas, mas a súbita mudança para uma abordagem de Seu Mestre até ali desconhecida. Jesus atribui a mudança no ensinamento a uma mudança na atitude de Seus ouvintes.
Mateus diz que Jesus falava por parábolas em cumprimento da profecia: "Abrirei os lábios em parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos" (Mateus 13:34-35; Salmo 78:2). O propósito das parábolas era revelar as verdades ocultas do reino de Deus, porém não a todos. Ao coração honesto, estas histórias ilustrativas trariam mais luz mas, aos orgulhosos e rebeldes, elas criariam mais confusão (Mateus 13:11-17). Esse é o significado da declaração de Jesus que "Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido" (Mateus 13:11). Isto não tem referência a alguns tipos de predestinação calvinista arbitrária, mas a um princípio que enche as páginas do Velho Testamento. Isaías fala fortemente disso. "Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos" (Isaías 57:15). "... mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra" (Isaías 66:2). E quanto ao orgulhoso, Isaías diz que na vinda do reino messiânico "Os olhos altivos dos homens serão abatidos, e a sua altivez será humilhada..." (Isaías 2:11).
A passagem que Jesus cita para explicar sua súbita reversão a parábolas (Isaías 6:9-10) fala da degradação espiritual dos israelitas, do orgulho e da teimosia de coração que tornaram impossível para eles continuar a ouvir e entender as palavras de Deus. Jesus diz simplesmente que era uma profecia que tinha sido liberalmente cumprida em seus próprios ouvintes. Toda a sabedoria que eles ouviram de sua boca e todas as maravilhas que viram de sua mão nada tinha significado porque "o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos, e fecharam os olhos;" (Mateus 13:15).

As parábolas eram um abanador nas mãos do Filho de Deus, que limparia sua eira da palha enquanto purificava o trigo. Elas eram uma penetrante espada de dois gumes para determinar se o coração de Seus ouvintes era orgulhoso ou humilde, teimoso ou contrito (Hebreus 4:12). Esse é o significado de seu "Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado" (Mateus 13:12). Aqueles que possuíam humildade mental estavam destinados a ter um entendimento rico e verdadeiro do reino do céu, mas aqueles que não tinham nada, ou pouco desse espírito, estavam destinados a perder até o pouco entendimento que tinham.
O evangelho do reino está assim moldado para atrair e informar os humildes, enquanto afasta e confunde os orgulhosos. Ouvir a palavra de Deus é uma experiência dinâmica. Seremos ou melhores ou piores por ela. O mesmo sol que derrete a cera endurece a argila. Mas isso é a escolha que o estudante, não o mestre, faz. As parábolas não tornarão orgulhoso um coração humilde, mas podem tornar humilde um coração orgulhoso, se estivermos dispostos a permiti-lo. Isso, certamente, é o desejo maior do Salvador dos homens.

O significado das parábolas nem sempre foi patentemente evidente, mesmo para o coração humilde, mas a mesma história que afastou o altivo rindo presunçosamente, trouxe de volta o humilde fazendo perguntas. Os discípulos de Jesus não entenderam porque Ele começou subitamente a ensinar exclusivamente por parábolas (Mateus 13:10, 34-35), ou o que Suas histórias incomuns significavam, mas tinham aquela simplicidade de coração que os trouxe de volta pedindo mais informação (Mateus 13:36; Marcos 4:10; Lucas 8:9). Também temos essa escolha. Quando somos confrontados com alguma declaração desafiadora da Escritura, podemos tanto sair em desespero e confusão, ou ficar ali pacientemente para aprender mais. Nossa resposta revelará se nos é dado saber os mistérios do reino de Deus e que tipo de coração temos.

Paul Earnhart

http://www.estudosdabiblia.net/1999227.htm

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INSPIRAÇÃO E CONSAGRAÇÃO  escrito em quinta 10 setembro 2009 17:45

Blog de cencabi :CENTRO DE CAPACITAÇÃO BIBLICA, INSPIRAÇÃO E CONSAGRAÇÃO

Apesar de estar muito longe de ser um artista, arrisco afirmar que uma obra de arte se constrói a partir de inspiração e consagração. Inspiração é o dom que vem do alto, é talento puro, criatividade que não se aprende ou se imita; é o insight, luz que transforma as trevas da mesmice, é a habilidade de improvisar. Inspiração é o dom que o criador deu ao ser humano de construir algo belo e digno de admiração. É a capacidade de transformar sucata em artesanato, de visualizar uma escultura em uma pedra bruta, de fazer versos e poemas de palavras que nada dizem em si mesmas. Por sua vez, consagração é trabalho duro e suor, dedicação e sacerdócio, renuncia e apego. Consagração é a sustentação da inspiração. Por trás de tudo que, legitimamente, se pode chamar de arte está uma história de dedicação e determinação. A inspiração é uma matéria bruta que precisa ser lapidada pela consagração. Idéias brilhantes sem trabalho duro é combustível para a frustração, decepção e presunção.

Dever-nos-ia impressionar que o primeiro retrato de Deus nas Escrituras é o de criador, artista e artesão. O bara’ (Ele criou) de Deus fez que o visível viesse a existir das coisas que não aparecem (Hb. 11:3), pela primeira vez a centelha da inspiração aflora no tempo e espaço. Além disso, cada etapa da criação é um Ki- tôbh (que bom), sua conclusão faz romper uma exclamação de admiração e realização: Hinneh tôbh me’odh (Veja, olha!!! É muito bom)! No entanto, o relato da criação não aponta apenas para a inspiração e beleza, mas para um esforço árduo! Talvez alguns se escandalizem com esta possibilidade, pois entendem que Deus jamais precisa empreender esforços já que é todo-poderoso. Entretanto, devíamos prestar atenção no fato de que a narrativa da criação termina com Deus vivenciando o shabhat (cessou/descansou). O estudioso Hans Walter Wolff sustenta que a idéia de descanso referente ao sétimo dia é acentuada à luz de Ex. 20:11 com o verbo vayyanah [imperfeito do verbo nûah] traduzido por descansou e Ex. 31:17 em que se acrescenta vayinnaphash [imperfeito do verbo naphash] que tem o sentido de “respirou aliviado”. Segundo o autor, o “repouso de Deus pode significar duas coisas: 1) Ele pode repousar, pois toda a obra, tudo o que o ser humano precisa está consumado; e 2) a ampliação “Ele respirou”, “Ele se refez”, ainda insinua, com um leve antropomorfismo: Ele precisa descansar, esgotou-se em sua obra da criação. Isto se pode entender plenamente apenas no “esgotamento” do crucificado: tetélestai, “está consumando” (Jo. 19:30).” (Wolff, 2007, p.215). Portanto, a meu ver, se bara’, que os teólogos entendem como criar da nada, é a melhor definição de inspiração, confirmada por Ki- tôbh, shabhat é a melhor definição para consagração. Assim, a criação de Deus resume a primeira grande expressão de beleza e esforço, de inspiração e consagração, que encontra sua plenitude na beleza do amor e entrega de Cristo na cruz!

Por isso, entendo que a betsalmenû (nossa imagem) e kidhemûtenû (nossa semelhança) de Deus em nós nos desafiam a fazer nosso trabalho como artistas e artesões, pois somente assim nos tornamos digno de nossa vocação e vivenciamos o significado pleno de fazer tudo para a glória D’Ele. Por esta razão, os missionários, os pregadores, professores, evangelistas, músicos, ou seja, quem constrói e serve ao criador, precisa conjugar inspiração e consagração. O senhor nos chamou para edificarmos comunidades de artistas e artesões, Seu maior projeto é construir vidas. A vida e obra de Jesus é modelo que encarna este propósito e projeto de Deus, nele unção e missão encontram expressão e equilíbrio. Nas palavras do apóstolo, inspirado e consagrado, Deus nos predestinou a fim de sermos para louvor da sua glória....” (Ef.1: 6,12,14).  

(Pr. Israel Sifoleli)

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LISTA DAS PARÁBOLAS DE JESUS  (Parábolas) escrito em terça 08 setembro 2009 14:47

Blog de cencabi :CENTRO DE CAPACITAÇÃO BIBLICA, LISTA DAS PARÁBOLAS DE JESUS

Há entre os estudiosos muita discussão de qual o número exato de Parábolas de Jesus contidas no NT. A lista abaixo é o que temos de mais consensual nos evangelhos sinóticos:

 

 

Mateus

Marcos

Lucas

1

O Semeador

13.3-18

4.13-20

8.4-8; 11-15

2

O Joio

13.24-30

 

 

3

O grão de Mostarda

13.31-32

4.30-32

13.18-19

4

O Fermento

13.33

 

 

5

Cego que Guia outro Cego

15.14

 

6.39

6

Os Lavradores Maus

21.33-46

12.1-12

20.9-19

7

As Bodas (Grande Ceia)

22.1-14

 

14.16-24

8

A Figueira (sem fruto)

24.32-33

13.28-29

21.29-31

9

Médico Cura a Ti Mesmo

 

 

4.23

10

Remendo Novo

9.16

2.21

5.36

11

Vinho Novo

9.17

2.22

5.37-39

12

Rico Insensato

 

 

12.16.21

13

O Dono da Casa e o Ladrão

24.43-44

 

12.39-40

14

Figueira Estéril

 

 

13.6-9

15

Os Primeiros Lugares

 

 

14.7-11

16

A Ovelha Perdida

18.12-14

 

15.4-7

17

O Juiz Iníquo

 

 

18.1-8

18

O Fariseu e o Publicano

 

 

18.9-14

19

Os Talentos

25.14-30

 

19.11-27

20

Tesouro Escondido

13.44

 

 

21

Perola Preciosa

13.35-46

 

 

22

Rede Cheia de Peixes

13.47-50

 

 

23

Coisas Velhas e Novas

13.51-52

 

 

24

Lâmpada Embaixo da Mesa

4.21-23

 

8.16-17; 11.33

25

Como julgar será Julgado

7.2; 13.22

4.24-25

8.18

26

Grão que Cresce no Solo

 

4.26-29

 

27

Os Dois Filhos

21.28-32

 

 

28

Reino Dividido

12.25a

3.24

11.27

29

Casa Dividida

12.25b

3.25

 

30

Valente Vencido

12.29

3.27

11.21-22

31

Dracma Perdida

 

 

15.8-10

32

O Pai que dá boas coisas

7.9-11

 

11.11-13

33

Homem que Edifica a Casa

7.24.27

 

6.47-49

34

Meninos Brincando na Praça

11.16-19

 

7.31-35

35

Ovelha que caia no buraco

12.11-12

 

14.5-6

36

Impostos dos Governos

17.25b-26

 

 

37

Servo Mau

18.23-35

 

 

38

Trabalhadores da Vinha

20.1-16

 

 

39

Servo na Ausência do Senhor

24.45-51

 

 

40

As Dez Virgens

25.1-13

 

 

41

O Senhor que Viaja

 

13.33-37

 

42

O Credor que Perdoa seus Devedores

 

 

7.41-43

43

Bom Samaritano

 

 

10.30-37

44

Amigo Inoportuno

 

 

11.5-10

45

Aumentar um Côvado

6.27

 

12.25-26

46

Servos que Esperam Retorno de seu Senhor

 

 

12.35-38

47

Construção de uma Torre

 

 

14.28-30

48

Rei que Sai para Guerrear

 

 

14.31-32

49

Administrador Infiel

 

 

16.1-9

50

Lazaro e o Rico

 

 

16.19-31

Rev. Ivan Pereira Guedes

Veja mais material sobre o NT

http://reflexaobiblica.spaceblog.com.br/

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